PÁGINA DE TERÇA

EM PAUTA
(09/11/10)

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POSIÇÃO CAUTELOSA
Nessa questão da possível volta da CPMF, a ser debatida no Congresso, o novo governador do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB), tem agido como diplomata. Primeiro, ouvindo as considerações do alto comissariado do seu partido, em Brasília, segundo, avaliando no que isso pode ser importante para os amapaenses. Afinal, como a cobrança desse imposto do cheque é antipática, Camilo não pode precipitar-se e sair simplesmente aprovando tudo.

REI MORTO?
O presidente Lula da Silva, em pelo menos três pronunciamentos, afirmou que o próximo governo “deve ter a cara da Dilma.” Até aí, tudo bem. Ocorre que, pelos bastidores da imprensa do Sul-Sudeste, corre solta a notícia de que ele pretende ficar por perto, como uma espécie de conselheiro da presidente eleita. Fazendo jus ao costume de falar pelos cotovelos de coisas que não entende. Assim, de presidente mandão e falastrão, ele assume o “cargo” de pitaqueiro-mór da República.

SEM DESTAQUE
Os políticos federais do Amapá, não gostam de lembrar, muito menos de falar isso em público. Mas, nas quatro últimas reuniões ministeriais na capital da República, não houve um só ministro de Lula que citasse o Estado e seus problemas. Ainda mais agora, nesse final de festa da era Lula. A necessidade de verbas, o atraso nas liberações de recursos, já aprovados, nada disso interessa aos altos estatocratas federais. Por isso, quando se quer saber sobre o Amapá, liga-se o computador no G1 da Globo ou no site da Folha de S. Paulo.

DESGASTE INÚTIL
Altamente desgastante e até melancólico, esse problema criado entre os artistas amapaenses, principalmente músicos, à respeito da Expo-Feira. O governo estadual, em pleno fim de mandato, não teve a sensibilidade de valorizar a prata da casa. Anunciou-se investimento de R$ 6 milhões, mas consta que pagarão R$ 500 mil de cachê para artistas de fora e a merreca de R$ 400,00 para os de cá. De fato, uma humilhação. Depois, quando perdem eleições, ficam a choramingar pelos cantos.

RECADO DAS URNAS
Aguarda-se com regular expectativa a formação das lideranças que assumirão os destinos da Assembléia Legislativa, em fevereiro. O recado do povo nas urnas foi claro: quer mudanças. Tanto que passou a vassoura em muitos políticos veteranos e elegeu praticamente 50% de novas cabeças. Haverá também recomposição partidária e negociações intensas, pois o governador eleito Camilo Capiberibe, precisa dispor de maioria, se quiser deslanchar de verdade suas primeiras realizações. Mas, como ambição política é negócio que aflora sem que ninguém perceba, foi dada a largada para compor-se as chapas que formarão a nova Mesa diretora. Negociar politicamente é a palavra da moda.

DESCER DO MURO
Quanto aos prefeitos dos municípios, é hora de descer tranquilamente do muro. O vendaval já passou. Os problemas continuam afligindo as populações interioranas e há necessidade de colocar em prática ações, rápidas e efetivas, sem esquecer da importância da parceria do governo do Estado. Aliás, a partir de agora, é bom colocar na mesa e na agenda um lembrete, a fim de não esquecer que em 2012 tem eleição municipal.

Economia Molhada
Os economistas e aqueles teóricos de sempre, afirmam nos clipps da Tv. que entrou muito dinheiro em circulação no Brasil, devido as eleições. Falam que isso é o motivo da inflação estar dando sinais de vida. Eles acham que a economia está “molhada” e deverá permanecer assim, pelo menos até janeiro/fevereiro. Depois, começa o sertão brabo! Quem conseguiu poupar alguma coisa, muito que bem, quem descuidou-se, babau.

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