Publicado por: bonfa | 15/03/2011

A BUSCA DA VERDADE

A população do Estado, por várias razões, tem o direito de saber a verdade sobre o episódio que culminou na cassação do mandato do ex-senador João Alberto Capiberibe (PSB/AP) e de sua mulher, a ex-deputada Janete Capiberibe. No caso, inclui-se o papel desempenhado pelo atual senador Gilvam Borges (PMDB/AP). adversário político dos Capiberibe. Hoje, queremos analisar aspectos dessa controversa, mas muito interessante novela política.

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UMA LUTA PELO PODER POLÍTICO

(Parte I)

Não é segredo para ninguém a rivalidade – há décadas – alimentada entre as lideranças políticas das famílias Capiberibe e Borges, no Estado do Amapá. Em várias ocasiões e devido aos acordos políticos que ambos costuraram, alguns com as bênçãos e beneplácito do cardeal-mór do PMDB, senador José Sarney. Valendo dizer que João Capiberibe e Gilvam Borges, em outras eras, partilharam do mesmo café com leite e biscoitos. Sem esquecer que os Capiberibe, incluso a ex-conselheira do Tribunal de Contas do Estado, Raquel Capiberibe, tiveram uma passagem pelo PMDB do Amapá, que lhes abriu as portas e deu-lhes o fôlego que necessitavam, após as contramarchas e incertezas do exílio político dos Capiberibe (João e Janete). Eles voltaram ao Amapá e foram começar a reconstrução de sua trajetória política no PMDB. É ecessário entender isso, primeiramente.
Mas, em política, nem todos os sonhos são possíveis. Nem o trabalho rende os frutos almejados pelos nossos ideais. Hoje, passadas algumas eleições decisivas para o Estado, Capiberibe e Borges tornaram-se figadais adversários eleitorais. Numa espécie de animosidade que tem sido marcada por dezenas de processos na Justiça local e nos Tribunais superiores, em Brasília. Trata-se de uma luta sem quartel pelo controle e domínio político do Estado do Amapá. Luta que extrapolou os limites dos respectivos partidos, PSB e PMDB, ganhando as ruas, dividindo opiniões e traduzindo-se – a cada dois anos – nos resultados das urnas nas eleições.
Se as duas famílias conseguiram avançar em seus esquemas políticos e na influência que possam ter tido e têm no seio da sociedade amapaense, isso é questão a analisar e definir. Por enquanto, as eventuais vitórias embolam-se nos processo na Justiça Eleitoral do Amapá, no Tribunal Superior Eleitoral e no próprio Supremo Tribunal Federal. Os capítulos abrangem desde a suposta validade da nova Lei da Ficha Limpa – se vige ou não para as recentes eleições de 2010 ou se retroage dez anos, para apanhar ilícitos eleitorais – até a possível validade dos votos dados pelo povo ao casal Capiberibe (João e Janete), reconhecidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amapá, contudo, não validados pelo TSE, para efeitos da diplomação deles dois. (Continua Parte II)

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