Um amigo lá de Brasília, cansado de bater-me por causa da demora na atualização deste Blog, pediu que, quando menos, eu escreva algo sobre a situação política do Amapá. Mas, minha nossa! Acontece tão poucas novidades por aqui!
VAMOS FALAR DE POLÍTICA?
No que concerne ao governo, o cenário quase não teve variações. Por aqui, continuam as especulações sobre o que fará o ex-governador e ex-senador João Alberto Capiberibe (PSB), e para que lado, afinal, tenderá o grupo liderado por ele. Se Capiberibe, como se espera, candidatar-se ao Senado, a faixa respectiva – em 2010 – ficará mais estreita. Obrigando o senador Gilvam Borges (PMDB), a rever suas estratégias de possível reeleição. Lembrem-se que os analistas e cassandras contumazes, além dos puxa-sacos encastelados nas benesses do governo, sempre são solícitos em afirmar que, para o Senado, uma das vagas será do atual mandatário estadual. Hoje, tenho as minhas dúvidas.
Outro cenário, engloba os partidos centristas e do que eu chamaria de “meia-esquerda”, porque as ideologias são um produto descartável, quando se trata de aproveitar as tetas da ainda nutrida vaca estadual amapaense. Basta observar que são raros os dirigentes de partidos que, em finais de semana, atrevem-se a publicar suas opiniões na imprensa. Ninguém quer expor-se, muito menos deixar transparecer o que poderá, ou não, fazer nos próximos meses.
Quanto aos candidatos ao governo, além dos dois mais notórios, o vice-governador Pedro Paulo Dias (PP) e o deputado-presidente da Assembléia, Jorge Amanajás (PSDB), há que considerar a possibilidade do senador Gilvam Borges, acuado pelas circunstâncias adversas da difícil reeleição ao Senado, optar por uma candidatura ao governo. No início da semana, alguém garantiu-me que ele já fez essa opção. E que suas ações, doravante, serão apenas voltadas ao objetivo de substituir Waldez Góes no palácio Setentrião.
Na raia de areia externa, corre para o governo o ex-deputado Lucas Barreto (PTB). Aliás, após aquele episódio da assessoria no Senado, ela preferiu mergulhar e calar a boca. fato que achei estranho. Às vezes, em política e na guerra, a melhor defesa é o ataque. Napoleão sempre afirmava isso.
No mingau das possíveis candidaturas à Câmara dos Deputados, há os grupos de apoio – geral e obviamente irrestrito – aos nomes da secretária e primeira-dama marília Góes, ao secretário de governo Alberto Góes e ao empresário Jaime Nunes (PMDB), que também optou pela estratégia de ficar mudo e apreciando o panorama geral.
A mais, quanto a quem possa, ou não, retornar às cadeiras da Câmara, comenta-se que a senhoras Fátima Pelaes (PMDB) e Lucenira Pimentel – cada uma em seu respectivo arraial – precisam administrar seriamente suas possibilidades de retorno a Brasília. Os deputados federais Sebastião Bala Rocha (PDT), Evandro Milhomem (PC do B), David Alcolumbre e Jurandil Juarez (PMDB), por sua vez, não estão lá essa coca-cola toda. Se não tomarem suas precauções, podem ter o desprazer de colocar um “EX” à frente dos seus nomes, logo após o TRE do Amapá – a noitinha – encerrar o mapa da apuração das eleições de 2010. As coisas estão indo mais ou menos nessa rota. O resto, ora o resto! – é rigorosa perfumaria.