SEM PODER AGUENTAR A TERRÍVEL PRESSÃO DESSES MEUS QUATRO OU CINCO LEITORES, RESOLVI ATUALIZAR O BLOG. ANTES QUE UM DELES ME PROCESSE NA JUSTIÇA LOCAL. NA VERDADE, ESSE MATERIAL FAZ PARTE DE MINHA NOVA COLUNA – PAUTA LIVRE - A SER PUBLICADA AMANHÃ, QUARTA-FEIRA, NO “JORNAL DOS MUNICÍPIOS”, PILOTADO PELO MEU DILETO E VELHO AMIGO ÂNGELO PIRES.
PAUTA LIVRE
Bonfim Salgado
ESTRATÉGIAS
No tabuleiro de xadrez, tornam-se difíceis os caminhos do governador Waldez Góes (PDT). Ora, as eleições 2010 estão chegando. Os partidos preparam suas fanfarras, os políticos a fatura. Todos querem preservar suas fatias no bolo da administração estadual. Pela possibilidade da saída de Waldez, abriram-se apostas entre quem deseja ver o vice-governador Pedro Paulo (PP) empunhando a caneta e o Diário Oficial. Outros, nem tanto, rezam para Waldez ficar quieto e terminar o mandato.
CAVALO ENCILHADO
A questão é: há um baita alazão encilhado, escovado e bem nutrido à porta da residência oficial. Chama-se Vaga para o Senado. Se Waldez não montá-lo, mudará o cenário da eleição majoritária (presidente da República, governo e Senado). Assim como outras águas correrão na eleição proporcional (deputado federal e deputado estadual). Porque o PDT não está com essa coca-cola toda e precisará sentar à mesa, a fim de negociar os anéis – quem sabe os dedos? – consolidando-se como força política de primeiro time.
PRETENDENTES
No páreo, de olhos grudados na cadeira principal do palácio Setentrião, temos aí o deputado-presidente da Assembléia, Jorge Amanajás (PSDB), o vice Pedro Paulo e o ex-deputado Lucas Barreto (PTB). O ex-senador João Capiberibe (PSB), dizem as pitonisas, prefere arriscar uma das duas vagas para o Senado. Mas ainda acho que ele, lá adiante, pode vestir outra camisa e aparecer no palco candidato a governador. Fator que acirrará os ânimos, obrigando os interessados no governo do Amapá, em bloco, a unir-se contra ele. Para ver se conseguem derrubá-lo de uma vez por todas. Briga de buldogues.
EMPRESARIADO
A turma que administra o PIB amapaense, há décadas, tem perdido tempo precioso. Já deviam ter lançado um candidato ao governo do Estado. Para arejar os arraiais políticos, trazer novas idéias e abrir as janelas do Amapá, numa rota de determinação política, trabalho competente e verdadeiro desenvolvimento. Mas, nem tudo está perdido. O empresário Jaime Nunes (PSDC), de repente, acordou do sono soporífico em que o meteram no PMDB. Partido que sempre o deixou para trás, sem apostar nele uma ficha sequer. Agora, Jaime poderá respirar melhor e retomar seu projeto: pavimentar a estrada que – um dia – poderá levá-lo ao palácio mais importante da Rua General Rondon.
REMÉDIO PARA TUDO
Há certo ar de “queimação”antecipada em torno do nome do secretário Alberto Góes. Basta ler o que determinados articulistas e colunistas vêm escrevendo sobre ele. Na ânsia de agradá-lo, colocam-lhe o nome como opção de tudo. Ora é ideal para o governo, ora é bom para deputado federal. A última previsão da rapaziada, é que ele seria excelente “cartada”até para o Senado. Isso se Waldez resolver tocar a banda até o final do mandato.
ÚLTIMOS NO BANQUETE
Semana passada, precisamente na sexta-feira, 13, um grupo se jornalistas discutiu em Macapá a questão da classe – como sempre – não ter nenhum representante nos parlamentos federal, estadual ou municipal. Parece que jornalista não gosta de votar em colega de profissão. Continuamos preteridos no banquete político do Amapá. Sendo constatado que, até agora, ninguém ensaiou futura candidatura em 2010. Se há pretendentes, continuam escondidinhos debaixo das camas – e de boca fechada.
CONFIANDO NA SHELL
O preclaro senador Papaléo Paes (PSDB/AP), ainda confia que o grupo formado para eleger o prefeito Roberto Góes (PDT), continuará unido. Sei não, mas que já surgiram alguns resmungos de traição e ameaças de defecção, não resta a menor dúvida. Há punhais nas sombras, senador. Porque, há meses, as vaidades políticas subiram à cabeça de alguns. O tal acordo está valendo, garantem. Acreditando-se igualmente que haverá tsunamis por estes lados, até meados de abril/2010.
DESGASTE
Nada contra, mas esse imbróglio envolvendo a prefeita Euricélia Cardoso e o agora ex-prefeito, Barbudo Sarrafe, em Laranjal do Jari, foi altamente desgastante para os dois. A primeira, pela exposição pública das entranhas de sua administração e a batelada de processos aos quais ainda responde nos tribunais superiores. O segundo, pela frustração de ser apeado do poder, quando já ensaiava um bom trabalho naquele município. Até 2012, haverá tempo suficiente para eles celebrarem um acordo político e fumarem o cachimbo da paz.
NA SEMEADURA
Devagar, mas com determinação, quem semeia provável candidatura ao governo do Estado – em 2014 – é nada menos que o vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Gilberto Pinheiro. Aliás, pilotando evidente modéstia, ele desconversa esse assunto. Contudo, nota-se inusitada reunião de cabeças pensantes em torno dele. Na verdade, é um tucuju preparado e excelente opção política. Se resolver descer à arena dos leões e mostrar a sua mensagem.