Na soturna caverna da política amapaense, a briga de foice pelo controle do governo – em 2010 – vai de vento em popa. Porque parece fato certo a saída do atual mandatário estadual, Waldez Góes (PDT), em meados de abril, a fim de candidatar-se a uma das duas vagas para o Senado. Se assim acontecer, o médico Pedro Paulo Dias (PP), assume a caneta e o Diário Oficial. Concorrendo ao governo na plenitude do poder.
CAFÉ DAS ESTRELAS
Quem quiser ficar literalmente por dentro das notícias e das coisas da política, recomendo o café da manhã do Macapá Hotel. Lá, um grupo seleto de jornalistas, empresários e políticos disseca os fatos do dia, comenta artigos dos jornais e, principalmente, procura atualizar as agendas.
À cabeceira da mesa, o executivo-chefe da TV Bandeirantes do Amapá, Josiel Alcolumbre – entre um pedaço de melão e outro de queijo – vai habilmente dando o tom da orquestra. Ele é considerado um dos mais modernos empreendedores da TV local.
BRIGALHADA PREMATURA
Conforme ocorre perto de ano político, os caciques partidários do Amapá – em conjunto e com bandeiras desfraldadas – acerta os ponteiros, antes das férias de final de ano. Todos ficam sabendo suas posições no jogo e, chegada a hora das decisões, tudo funciona mais ou menos harmonicamente.
Porém, este ano, a briga de foice na soturna caverna da política amapaense, anda acesa. É quase favas contadas a saída do governador Waldez Góes (PDT), em meados de abril, para candidatar-se ao Senado da República. Mas, aqui reside o “Xis” da questão.
Se ele sair – como se espera – assumirá a caneta e o Diário Oficial o médico e vice-governador Pedro Paulo Dias (PP), que poderá concorrer a governador do Estado, ainda na plenitude do cargo. Fantasma que ronda a cama dos dois mais notórios pretendentes ao governo, o deputado-presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Amanajás (PSDB) e o ex-deputado Lucas Barreto (PTB). Essa disputa eu vou assistir de camarote. Bebericando meu contreau, pois não sou de ferro.
VAZOU GERAL NO ENEM
O ministério da Educação, ontem, anunciou o cancelamento da prova do Enem. Dizem eles, em Brasília e no âmbito da Polícia Federal, que o gabarito da prova vazou para fontes jornalísticas do jornal O Estado de São Paulo. Mas, o que é que não vaza nesse país de brincadeiras?
POR QUE TANTA PRESSA?
Ora, até compreende-se que os suplentes de Vereador – 7.709, em todo o país – estejam ávidos para estrear os paletós e tomar posse das novas cadeiras. O STF, no entanto, já mandou trombetear que as regras passam a valer, a partir de 2012, isto é, na próxima eleição municipal.
Os pretendentes chiaram. Querem, porque querem tomar posse. Em Goiás, a Justiça mandou cancelar uma cerimônia. No interior de São Paulo, alguns municípios também ensaiaram dar posse aos suplentes, mas voltaram atrás e ficaram quietos.
Como a pressa sempre é a pior inimiga da perfeição, acho que eles devem aguardar. O tempo passa rápido.
AS DUAS OPÇÕES DO LUIZ
O conhecido jornalista e homem de TV Luiz Trindade, segundo circulou ontem nos meus ouvidos, estaria pronto para assinar ficha de filiação no PDT, para onde recebeu convite de um figurão emplumado do atual governo. Todavia, como Luiz não costuma dormir de touca e tem o hábito de acordar cedo, outro grupo partidário – desta vez do PC do B – também quer vê-lo em suas fileiras. Detalhe para quem não sabe: Luiz Trindade pode ser uma das grandes novidades na próxima campanha política, candidatando-se a deputado estadual. Já tem meu voto e mais um “balaiozinho” de simpatizantes, que eu controlo no bico do lápis.
AZEVEDO SURPRESO
Azevedo Costa, prócer do PMDB local, ontem, ficou surpreso com a manchete de um jornal de Macapá. Nela, estampava-se esse negócio das supostamente nebulosas operações financeiras da empresa Eco Metals, no Amapá.
Creio que Azevedo já deveria estar acostumado com o enredo da peça mineral amapaense. Todas as vezes em que aproxima-se uma eleição geral, surge esse tipo de denúncias. O caso é que algumas pessoas daqui, apesar das histórias que se conhece sobre o setor mineral do Estado, insistem em querer fazer das multinacionais – tipo a Eco Metals – joguete de interesses inconfessáveis. Aliás, não creio que essa empresa se preste a esse papel, nem se submeta a chantagens de quarquer tipo. Se está aqui, é porque o projeto é bom e deve ser interessante – economicamente falando - para o Estado.