Publicado por: bonfa | 10/08/2009

SENADO, PETROBRÁS E O PIB

SERÁ QUE O VELHO MACUNAÍMA TINHA MESMO RAZÃO? DESSE JEITO, EM  QUE TIPO DE PAÍS IRÁ TRANSFORMAR-SE O BRASIL, CAVALGADO, SANGRADO E EXPLORADO POR ESSES CANALHAS QUE AÍ ESTÃO? AVANÇANDO FEITO SANGUESSUGAS NOS COFRES PÚBLICOS ? QUE PÉSSIMO EXEMPLO ESTAMOS DEIXANDO PARA OS NOSSOS FILHOS E  NETOS?!

   

 A DOIRADA BOCA DE FUMO 

     Incrível. O Congresso Nacional, mais precisamente o Senado, chegou ao fundo do poço. Semana passada, naquela sessão em que o senador Renan Calheiros (PMDB/AL), chamou seu colega Tasso Jereissati (PSDB/CE) de “Coronel de merda”, recebendo de Tasso a resposta “Cangaceiro de terceira categoria”, o que mais pode-se esperar dos excelentíssimos? À frente da TV, passei parte da tarde a indagar-me se aquilo que eu estava vendo – ao vivo e em cores – era, de fato, o Senado do meu país. Lamentável. Mil vezes lamentável.

      Dando razão àquele trecho de um artigo, publicado no jornal Folha de S. Paulo, reproduzido no Blog do Josias, neste final de semana: “Mas, se Duque (pte. da Comissão de Ética), fosse mais delegado e menos soldado, o plenário do Senado talvez não precisasse assumir as vezes de sucursal de boca de fumo do morro do Alemão.”  E então, como ficamos, depois dessa?  Num país mais sério, promotores de Justiça e juízes com “J” maíusculo, já teriam dado um fim à essa palhaçada. E enchido de engravatados algumas celas de cadeia.

OS SUJOS JULGANDO OS ESFARRAPADOS 

    Fosse pouco, sabe-se que um terço dos senadores (27 entre os 81), é alvo de inquéritos ou ações diversas na Justiça. É bem o caso dos sujos a tentar julgar os mal lavados. Na própria comissão de Ética do Senado – onde o governo tem maioria – há senadores que não deviam estar lá, arrotando seus perdigotos, desfilando suas mais que evidentes vaidades na TV Senado. Aquelas cadeiras, isto sim, bem que poderiam ser ocupadas por um outro tipo de gente. Cidadãos brasileiros que ainda sabem o que é caráter, trabalho honesto e vergonha na cara. 

SEGUREM SUAS CARTEIRAS NO BOLSO! 

    Para engrossar o rol de bandalheiras com o dinheiro público e abusar mais da paciência dos contribuintes, o ministro da Fazenda, senhor Guido Mantega – com aquela cara de múmia recém-saída do sarcófago – anuncia que o governo Lula (e quem mais poderia ser?), concederá uma espécie de Bolsa Crédito de R$ 220 bilhões aos exportadores. Ora, o calote deles (intencional ou consentido), anda na casa dos R$ 20 bilhões, inscritos na tal dívida pública da União. Eles não pagam, o governo não lhes cobra, não os enquadra devidamente e, agora, vai dar-lhes mais R$ 22 bilhões. Onde acharemos país melhor para a festança de ladrões, sonegadores e patifes de todas as cores e matizes? Que República!  

AS MENTIRAS PARA A PATULÉIA 

   Alguém aí falou no ministro da Fazenda? Ele, há umas duas semanas, andou boquejando que o Brasil, pasmem, poderá crescer 5% em 2010. Só se for tipo rabo de cavalo, para baixo. Vejamos: hoje, acabo de ler que a produção de veículos despencou 50% em julho. Enquanto outros bens e serviços (exportáveis), cresceram apenas minguados 6,5% na primeira semana de agosto. Querem mais?

   Pois bem. As vendas no comércio varejista (tradicional empregador de mão-de-obra no país), não passaram de 8% no último semestre. Mais adiante, anunciaram que 70% das ações de empresas estreantes nas Bolsas de Valores do Rio e São Paulo, perderam valor e não têm chance de recuperar-se nos próximos meses.

    Ninguém precisa entender de economês, nem realizar cálculos aritméticos complicados, para constatar que esse – na verdade – não é um país que ira crescer 5% do seu PIB, em 2010.

     Por enquanto, haja saco para aturar a mentirada oficial e oficiosa, dirigida à patuléia brasileira, aqueles que pagam impostos e sustentam essa farra do governo Lula da Silva.  Igual aos aposentados da nação, que irão receber mirrados 7% de aumento em janeiro de 2010. Como se isso fosse um prêmio dos maiores!

QUEM TEM MEDO DA PETROBRÁS? 

    Pelo balançar da carroça de jerimuns – como diz o senador Gilvam Borges – essa CPI da Petrobrás, se não tomarmos cuidado, irá transformar-se numa monumental “pizza com recheio de marmelada” (frase usual do apresentador de TV Bóris Casoy).

     Para ser franco, assisti pela TV Senado a duas sessões da comissão e não gostei nadinha do encaminhamento das coisas. Pareceu-me um festival de empulhação e hipocrisia. O relator, senador Romero Jucá  – quando menos – é um excelente escamoteador. Disposto a cumprir seu triste papel nessa CPI: virar o barco na direção do “nada consta”, para tudo continuar debaixo dos panos, como quer o governo.

    Aliás, o nobilíssimo está na profissão errada. Devia ser mágico de circo. Também lhe cairia como luva algo parecido àquele negócio de entortar talheres do famoso Uri Geller (?)

    Quem tem medo da Petrobrás? Por que não mexer nessa, até agora, intocável caixa-preta? Por que não começam comparando os gastos com contratos especiais, pagamentos a ONGs. no país e fora dele, acordos internacionais para explorar petróleo em águas profundas, acordos bilionários, não bem explicados e muito menos fiscalizados com a indústria naval, e benesses mais que suspeitas dadas à grande mídia no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e no do atual presidente, Lula da Silva?

NO MOMENTO CERTO

      Lembrei-me de uma “cobrança” que me fizeram alguns amigos: que eu estava sem comentar quase nada do Estado do Amapá, neste Blog. Ora, meus caros, sentem-se por aí e aguardem. Tenho um caderno repleto de anotações sobre o governo do Estado, a sócio-economia, a política e por aí a fora. No momento certo, abrirei a bocarra dos canhões. Com a vantagem – e liberdade – de não estar à soldo, nem atrelado a ninguém, nem a grupos, nem a grupelhos locais. 

 

 


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