Publicado por: bonfa | 17/06/2009

ATOS SECRETOS, TIROTEIO E STF

   SE CADA PAÍS TEM OS POLÍTICOS E OS JUÍZES QUE MERECE, POR QUE ESSA GRITARIA TODA NO MOMENTO EM QUE SE DESCOBRE – EM GAVETAS BEM CHAVEADAS – QUE O SENADO DA REPÚBLICA FEZ SEU FESTIVALZINHO DE ATOS ADMINISTRATIVOS SECRETOS?

 

LEITURA DINAMICA 

CIDADÃO COMUM

     Ora, o que é, ou o que significa ser um cidadão comum? Será que é a raça de bestalhões e pacóvios pagadores de impostos federais desse malfadado e injusto país? O negócio é meio por aí. Hoje, encheram-se os jornais e sites de Internet, verberando sobre as declarações de Lula sobre o presidente do Senado, José Sarney. Resumindo, Lula defendeu Sarney das críticas que vem recebendo e disse que ele, Sarney, “Não é um cidadão comum.” Se é ou não, isso fica ao critério de cada um.

     O problema é que o senador Sarney pode fazer mil discursos, agitar duzentas vezes seus braços e assanhar outras trezentas o bigode. Está no seu direito defender-se e tem a tribuna do Senado a menos de três metros da cadeira azul onde pavoneia-se todos os dias. O que não pode é pensar que somos todos cavalgaduras, otários e zés-manés. Porque ele não pode apagar a vergonheira de ter tido uma sobrinha sua nomeada – secretamente – para cargo no gabinete de um amigo.

ATOS SECRETOS

         Se o Senado – uma das pernas do poder legislativo – pode realizar atos secretos, nomeações, negociatas e tratativas debaixo dos panos e dos tapetes, o que será que deve estar ocorrendo nos demais poderes da República? A presidência do país tem um batalhão de gente especializada em ações secretas. Dizem eles, para a defesa e manutenção da ordem nacional. Como esconder a gastança desbragada e irresponsável dos cartões corporativos, por exemplo? E o Judiciário também não teria seus atos secretos? Ou não estamos no Brasil?  

 PC do B

      Os jornais comentam sobre o aumento expressivo na lista de filiados ao PC do B do Amapá. Menos mal. O presidente do diretório regional, advogado Luiz Pingarilho, garantiu-me que eles já estão bem perto de 8 mil inscritos no partido e que pretendem disputar as eleições-2010 lançando uma boa penca de candidatos a estadual e a federal.

NOVO TIROTEIO

       O deputado estadual Moisés Souza (PSC), de fato, não deve ser convidado para a mesma mesa onde estiver sentado o atual secretário estadual da Educação, Adauto Bittencourt. O caso está tomando rumos de delegacia de polícia. As denúncias de Moisés Souza no rádio e na Tv – para quem sabe ver, ler e entender – elegeram dois alvos preferenciais: o próprio Adauto e o governador Waldez Góes. O irmão de Moisés, Marcos Reateguy, foi procurador-geral do Estado, até bem pouco tempo.

FOSSA DE RESÍDUOS

      E que ninguém se engane: a partir de fevereiro de 2010, data em que mais ou menos devem estar quase fechadas as primeiras negociações, visando as aleições majoritárias (governo do Estado e Senado), essa turma de políticos ambiciosos que anda por aí, vai destampar a fossa de resíduos putrefatos. E se vocês querem que eu escreva de maneira mais clara, jogarão literalmente um monte de merda no ventilador da administração estadual. Esperem e confiram.

CASTANHA QUENTE

       Após essa canetada do Supremo Tribunal Federal, sobre a não obrigatoriedade do diploma de jornalista – para que alguém possa exercer a atividade – gostaria muito de ver a cara de algumas pessoas da mídia amapaense. Um tipo de gente que, desinformada, egoísta, corporativa e intolerante, ficou boquejando besteirol contra os jornalistas antigos (e me incluo entre eles), alegando que ninguém mais podia ser jornalista sem um diploma de faculdade. E agora, como ficamos? No meu caso, para não cansar minha meia dúzia de leitores, informo que tenho 42 anos de imprensa (rádio, jornal e televisão) e considero-me engajado nos problemas do meu tempo. Justamente porque, nos idos de 1969/70, fui preso oito vezes pelo governo militar do Território Federal do Amapá. Meu delito? Defender o povo humilde e a liberdade de opinião e de consciência. Como faço até hoje, aliás. Quisera ter umas castanhas em brasa, para colocar na língua viperina de figurinhas carimbadas da imprensa local.  

   

 


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