A PARTIR DE AMANHÃ, SEXTA, 8, VOCES PODERÃO ACOMPANHAR MINHA NOVA COLUNA – AGENDA LIVRE – NO JORNAL “A GAZETA”, A SER PUBLICADA ÀS TERÇAS E SEXTAS-FEIRAS. É UM ESPAÇO ECLÉTICO, DEMOCRÁTICO, SEM PATROCINADORES POLÍTICOS, NEM DISCRIMINAÇÕES DE QUALQUER NATUREZA. ABERTO ÀS GRANDES QUESTÕES DO AMAPÁ, DA AMAZÔNIA, DO BRASIL E DO MUNDO. ABAIXO, UMA PRÉVIA-APERITIVO.
AGENDA LIVRE
SEM NOVIDADES
Como previsto, 2009 terminou sem maiores novidades na área política amapaense. Quem estava candidato a alguma coisa, como é o caso dos pretendentes ao palácio Setentrião, continuou assim. Os preferidos, por enquanto, são o vice-governador, Pedro Paulo Dias (PP) o presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Amanajás (PSDB) e o ex-deputado estadual Lucas Barreto (PTB). Havendo vantagem considerável para os dois primeiros, por várias razões.
TERCEIRA VIA
Francamente, não acredito na tal terceira via. Isso, há meses, vem sendo arroz de festa em blogs e sites daqui. Dizem que a oposição (existe?) costura possíveis acordos que, lá adiante, podem provocar o nascimento da fênix, ou seja, um candidato ao governo fora do círculo “oficial”. Alguém que possa reunir os cacarecos da moçada e, bandeira e mensagem na mão, tornar-se nova alternativa de voto, em 2010.
SEM ENTENDIMENTO
Falta de conselho, não foi. Entramos no ano das eleições gerais com o governador Waldez Góes (PDT), ainda meio de bico com o deputado-presidente da Assembléia, Jorge Amanajás. Pelo fato que Waldez, se colocar a cabeça no lugar, precisa sair do cargo em meados de abril, passando-o ao seu vice, Pedro Paulo. Ora, a equação é simples: Pedro Paulo assume a plenitude do governo, mexe no primeiro, segundo e terceiro escalões, faz seu projeto e sai em campanha. A lei permite isso. Então, o que se espera? Que Waldez apóie seu vice, claro. Mas, se isso não acontecer?
A VACA VAI PRO BREJO
Bom, vejamos. Se o governador não sair do cargo – há apostas nesse sentido – começará a primeira temporada do ano de choro e ranger de dentes. Justamente, porque as evidentes opções de Waldez, se quiser lançar um candidato seu à própria sucessão, caem em cima do atual prefeito de Macapá, Roberto Góes, e do secretário da Infraestrutura, Alberto Góes. Detalhe: ambos são primos de sangue de Waldez. Portanto, esta seria a “solução copa e cozinha”. Fantasma que tem assustado e tirado o sono de muita gente.
EM NÍVEL FEDERAL
Ninguém espere maior envolvimento federal nas eleições 2010, no Amapá. Exceto pelo fator Dilma Rousseff, candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não haverá, por aqui, palanque recheado de ministros, conforme ocorria antigamente. Os tempos são outros. Lula, jogando com a sua proverbial esperteza oportunista, acenará com liberação de verbas e prometerá aos tucuju aquilo que, nem de longe, poderá fazer. Lembrem-se os deslumbrados: ele está em fim de governo.
CARTADA MUITO OUSADA
Buzinaram nos meus pobres ouvidos que a preclara deputada federal Dalva Figueiredo (PT), afina as baterias para lançar-se candidata ao governo do Estado. Nada contra. Ela já aprendeu que, em política, nem sempre a soma de 4 mais 4 dá oito.Porém, cá com meus botões, será uma cartada bastante ousada, se o PT – tentando faturar o resto do prestígio de Lula – resolver afastar do pote de ouro as tradicionais famílias que, há décadas, dominam a política do Amapá. Resumindo numa frase: a parada vai ser difícil.
CORDA DO REBOQUE
No PMDB do Amapá, já está pronta e azeitada a corda do reboque. Esse partido – uma vez mais, oh, senhor! – atrelará seus paninhos no primeiro candidato forte que surgir por aí. Fala-se, pedindo segredo, que o provável preferido será o deputado Jorge Amanajás. O senador Gilvam Borges, um dos sócios majoritários do PMDB do Amapá (o outro, chama-se José Sarney), manda divulgar que a prioridade peemedebista é sua reeleição. Coisa na qual só acreditarei no dia em que o sargento Garcia prender o Zorro. Gilvam pode estar preparando candidatura ao governo do Estado.
MANCEBIA DE SEMPRE
Podem tirar o cavalinho da chuva: as relações entre o governo do Estado (leia-se secretaria de Comunicação) e a mídia local, não devem sofrer nenhuma modificação. O orçamento não trouxe novidades. Tanto que, sabedores que o “dim-dim” atrasado, pode atrasar mais ainda e que o panorama ficará apertadíssimo (2010), há dono de jornal e rádio reforçando o estoque de tranqüilizantes.
Essa é para os desinformados: o vice-governador Pedro Paulo, outro dia, prometeu mudar isso e tratar melhor a imprensa, se assumir o governo. Tomara.