Publicado por: bonfa | 07/01/2010

ANO NOVO, ELEIÇÕES E PAPOS

    A PARTIR DE AMANHÃ, SEXTA, 8, VOCES PODERÃO ACOMPANHAR MINHA NOVA COLUNA – AGENDA LIVRE – NO JORNAL  “A GAZETA”, A SER PUBLICADA ÀS TERÇAS E SEXTAS-FEIRAS. É UM ESPAÇO ECLÉTICO, DEMOCRÁTICO, SEM PATROCINADORES POLÍTICOS, NEM DISCRIMINAÇÕES DE QUALQUER NATUREZA. ABERTO ÀS GRANDES QUESTÕES DO AMAPÁ, DA AMAZÔNIA, DO BRASIL E DO MUNDO. ABAIXO, UMA PRÉVIA-APERITIVO.

AGENDA LIVRE

SEM NOVIDADES

     Como previsto, 2009 terminou sem maiores novidades na área política amapaense. Quem estava candidato a alguma coisa, como é o caso dos pretendentes ao palácio Setentrião, continuou assim. Os preferidos, por enquanto, são o vice-governador, Pedro Paulo Dias (PP) o presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Amanajás (PSDB) e o ex-deputado estadual Lucas Barreto (PTB). Havendo vantagem considerável para os dois primeiros, por várias razões. 

TERCEIRA VIA 

     Francamente, não acredito na tal terceira via. Isso, há meses, vem sendo arroz de festa em blogs e sites daqui. Dizem que a oposição (existe?) costura possíveis acordos que, lá adiante, podem provocar o nascimento da fênix, ou seja, um candidato ao governo fora do círculo “oficial”. Alguém que possa reunir os cacarecos da moçada e, bandeira e mensagem na mão, tornar-se nova alternativa de voto, em 2010. 

SEM ENTENDIMENTO 

     Falta de conselho, não foi. Entramos no ano das eleições gerais com o governador Waldez Góes (PDT), ainda meio de bico com o deputado-presidente da Assembléia, Jorge Amanajás. Pelo fato que Waldez, se colocar a cabeça no lugar, precisa sair do cargo em meados de abril, passando-o ao seu vice, Pedro Paulo. Ora, a equação é simples: Pedro Paulo assume a plenitude do governo, mexe no primeiro, segundo e terceiro escalões, faz seu projeto e sai em campanha. A lei permite isso. Então, o que se espera? Que Waldez apóie seu vice, claro. Mas, se isso não acontecer? 

A VACA VAI PRO BREJO 

        Bom, vejamos. Se o governador não sair do cargo – há apostas nesse sentido – começará a primeira temporada do ano de choro e ranger de dentes. Justamente, porque as evidentes opções de Waldez, se quiser lançar um candidato seu à própria sucessão, caem em cima do atual prefeito de Macapá, Roberto Góes, e do secretário da Infraestrutura, Alberto Góes. Detalhe: ambos são primos de sangue de Waldez. Portanto, esta seria a “solução copa e cozinha”.  Fantasma que tem assustado e tirado o sono de muita gente.

EM NÍVEL FEDERAL 

        Ninguém espere maior envolvimento federal nas eleições 2010, no Amapá. Exceto pelo fator Dilma Rousseff, candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não haverá, por aqui, palanque recheado de ministros, conforme ocorria antigamente. Os tempos são outros. Lula, jogando com a sua proverbial esperteza oportunista, acenará com liberação de verbas e prometerá aos tucuju aquilo que, nem de longe, poderá fazer. Lembrem-se os deslumbrados: ele está em fim de governo. 

CARTADA MUITO OUSADA 

       Buzinaram nos meus pobres ouvidos que a preclara deputada federal Dalva Figueiredo (PT), afina as baterias para lançar-se candidata ao governo do Estado. Nada contra. Ela já aprendeu que, em política, nem sempre a soma de 4 mais 4 dá oito.Porém, cá com meus botões, será uma cartada bastante ousada, se o PT – tentando faturar o resto do prestígio de Lula – resolver afastar do pote de ouro as tradicionais famílias que, há décadas, dominam a política do Amapá. Resumindo numa frase: a parada vai ser difícil.  

CORDA DO REBOQUE 

       No PMDB do Amapá, já está pronta e azeitada a corda do reboque. Esse partido – uma vez mais, oh, senhor! – atrelará seus paninhos no primeiro candidato forte que surgir por aí. Fala-se, pedindo segredo, que o provável preferido será o deputado Jorge Amanajás. O senador Gilvam Borges, um dos sócios majoritários do PMDB do Amapá (o outro, chama-se José Sarney), manda divulgar que a prioridade peemedebista é sua reeleição. Coisa na qual só acreditarei no dia em que o sargento Garcia prender o Zorro. Gilvam pode estar preparando candidatura ao governo do Estado.  

MANCEBIA DE SEMPRE 

     Podem tirar o cavalinho da chuva: as relações entre o governo do Estado (leia-se secretaria de Comunicação) e a mídia local, não devem sofrer nenhuma modificação. O orçamento não trouxe novidades. Tanto que, sabedores que o “dim-dim” atrasado, pode atrasar mais ainda e que o panorama ficará apertadíssimo (2010), há dono de jornal e rádio reforçando o estoque de tranqüilizantes.

 Essa é para os desinformados: o vice-governador Pedro Paulo, outro dia, prometeu mudar isso e tratar melhor a imprensa, se assumir o governo. Tomara.

 

 

         

      

 

 

 

 

  

Publicado por: bonfa | 16/12/2009

A LIBERDADE DE IMPRENSA

        Este artigo foi publicado na edição de hoje (16/12) do jornal O Estado de S. Paulo. Reflete em gênero, número e grau o meu pensamento à respeito do que vem ocorrendo com a liberdade de imprensa no Brasil. De fato, quando vemos o Judiciário (STF), lavar as mãos – como Pilatos – e usar de subterfúgios para justificar o injustificável, praticamente abrindo a porta para decisões de outros magistrados contra a imprensa, é de se lamentar. Os ministros do STF, lá do alto de sua auto-suficiência e arrogância, esqueceram o alto preço que todos pagamos, na história brasileira recente, para usufruir das liberdades democráticas. Se é para alguns estarem acima das leis e da necessária fiscalização pública, por que não rasgam logo a Constituição?

       TODOS SEREMOS MELHORES COM A IMPRENSA LIVRE

 

                                             Ricardo Gandour          

        O País acompanha nos últimos meses uma novela que parece não ter fim: os procedimentos jurídicos para derrubar a censura prévia que se abate sobre este jornal e seu site na internet. Uma decisão judicial impede o Estado, desde 31 de julho, de publicar informações sobre a investigação da Polícia Federal apelidada Boi Barrica, que esmiúça negócios do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado. Desde então, o Grupo Estado vem recorrendo às sucessivas instâncias do Judiciário.

                 Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inadequado um recurso impetrado pelo jornal na esperança de encurtar o caminho e apressar o restabelecimento da plena liberdade. O STF declarou imprecisão técnica e arquivou o pedido. Continuam os recursos pelas vias que os advogados já vinham trilhando.

                 Ao oficialmente deliberar apenas sobre a forma do recurso, a Suprema Corte acabou tangenciando o delicado tema da liberdade de imprensa. Delicado e, ao que pareceu, mal compreendido. Parte do plenário articulou seu discurso para sustentar que a liberdade de imprensa talvez não deva mesmo ser plena. Para alguns ministros, uma “intervenção judicial” que impeça um veículo de publicar algo pode, em alguns casos, ser plausível e até benéfica!

                 Escrevo evidentemente não como especialista. Escrevo como jornalista e editor, mas principalmente como cidadão preocupado com o que viu e ouviu ao assistir à plenária pela TV Justiça, solução tecnológica que potencializa a concepção essencial de Oscar Niemeyer. Ao projetar a Praça dos Três Poderes, o arquiteto quis que o tripé sustentáculo da democracia fosse ali vislumbrado, vivido e, quem sabe, influenciado pelo cidadão comum. O plenário do Supremo Tribunal praticamente não tem portas ou obstáculos à entrada. Suas sessões são abertas, vistas e até ouvidas pelo povo na praça.

                 Temos atualmente, no Brasil, uma carência de debates e de aprofundamento em torno da função da imprensa livre nas democracias. É fato que diversos autores, acadêmicos ou na prática do mercado, têm se debruçado sobre o assunto em teses e livros recentes. Mas o foco em moda tem recaído primordialmente sobre as novas mídias e o impacto da internet, ficando em segundo plano a análise do papel central da informação jornalística livre e fiscalizadora, e seu futuro inclusive nos novos meios de veiculação. Liberdade de imprensa deveria ser assunto obrigatório em diversos cursos superiores, não só nas áreas de comunicação social.

                A democracia precisa de uma imprensa plenamente livre, que responda (e amadureça) com responsabilidade pelos seus erros e acertos, aos quais as coisas, principalmente as públicas, estão e devem ser expostas. Imaginar que algum tipo de tutela tenha a capacidade de melhorar a atuação da imprensa, em favor do povo ou “protegendo-o” de potenciais equívocos, é raciocínio, no mínimo, infantilizado. O ato de proibir um veículo de divulgar não encontra outro lastro senão o da presunção do que se está prestes a editar. “Eu te proíbo, em nome da lei, de editar o que eu estou imaginando que você está imaginando.” Coerção do pensamento! A proteção prévia motivada por temor é prima do paternalismo, todos parentes do autoritarismo. Os riscos da liberdade são muito melhores e mais frutíferos do que os riscos do controle prévio.

                Cada texto de um repórter será sempre pontual, sujeito ao escrutínio público e passível de interação com as partes, complementação, ajuste e correção. Os tribunais classicamente operam em outra dimensão, se e quando provocados e a partir de fatos concretos. Suas sentenças serão sempre mais definitivas, e sua ação será tanto melhor quanto mais a posteriori for, com o máximo possível de informações apuradas e postas em público. Ambos os ofícios sujeitos aos erros de toda obra humana. Mas cada qual com o seu tempo e o seu método.

                Sinalizar ao País que a liberdade da imprensa não é plena trará precedente gravíssimo. Instituições de diversas naturezas demandarão o Judiciário para impedir a realização de reportagens que julguem, por mera presunção, incômodas – e a sociedade jamais poderá comprovar. Corruptores e corrompidos, governantes que não cumprem metas, organizações que desrespeitam a lei, o meio ambiente e os consumidores: todos terão a chance de encontrar no Judiciário o escudo para esconder da fiscalização do público o que poderia vir a ser de elevado interesse para todos. E quem poderá dizer em que casos a cautela antecipada não se transformará em impunidade pré-adquirida? Os juizados se verão abarrotados de demandas baseadas na imaginação do que pode vir a acontecer, e não em fatos concretos. A edição final passará pelos juízes, um desvio bárbaro no método e no tempo. Ruim para as duas atividades, péssimo para as mínimas chances de transparência e debate públicos.

                A democracia voltou a reinar entre nós tendo o poder fiscalizador da imprensa como aliado e catalisador. Lideranças hoje atuantes são ao mesmo tempo testemunhas e frutos dessa história. Ao País parece estar reservado um futuro inegavelmente próspero no plano material. A sociedade brasileira não merece, para dizer o mínimo, seguir adiante estampando ao mundo essa enorme rachadura em sua construção democrática, o que pode abalá-la no futuro, até em termos econômicos. O Judiciário ainda terá a chance de ratificar ao Brasil a plena liberdade de sua imprensa, com a qual somos e seremos todos melhores.
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Ricardo Gandour - jornalista, é diretor de Conteúdo do Grupo Estado 

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Publicado por: bonfa | 12/12/2009

A MÍDIA NUMA ENCRUZILHADA

        Podem fazer centenas de conferências de comunicação, mas a verdade é uma só: a mídia brasileira – grandes corporações, médios e pequenos jornais – precisam livrar-se do jugo das verbas do governo federal. Quando menos, para que a frase liberdade de imprensa tenha algum sentido.  Enquanto não se acharem caminhos nesse sentido, oportunizando o surgimento de novas idéias, tratamento mais igualitário e justo na divisão do bolo publicitário, continuaremos chovendo no molhado.

 

                                                    DIRETO AO ASSUNTO

 

                                                  PARA ONDE VAI A MÍDIA? 

      É preciso colocar em evidência algumas questões. A primeira, passa direto na geral preocupação dos profissionais de mídia: para onde vamos? Qual é o nosso futuro? Ora, se há gente prevendo, dia e noite, o fim dos jornais – pelo menos em sua forma atual – nada melhor que analisar a maciez, ou aspereza, dos caminhos à frente apontados.

     A realidade da Internet e suas inevitáveis conseqüências para o mundo da informação, obriga-nos a rapidíssimas reciclagens, sob pena de ficarmos para trás na denominada “aldeia global.” McLuhan tinha razão. As coisas aconteceram e a maioria das pessoas interessadas nos setores de mídia, mundo a fora, sentem-se perplexas e não sabem como administrar milhões de megabits e terabites de informação. Montanha sufocante de textos e imagens à disposição no celular, laptop, notebook, smartphone ou nas telas dos computadores caseiros. Ameaçadora bola de neve de dados, números, o diabo a quatro.

     No Brasil, precisamente em São Paulo, terminaram semana passada as discussões sobre a conveniência de achar-se pauta mínima – e igualmente algum entendimento prévio – sobre os problemas que afligem a grande mídia, a mídia alternativa e, por que não?, as entidades que congregam jornalistas, radialistas, produtores de TV. etc. Objetiva-se chegar à Conferência Nacional de Comunicação, em Brasília, para defender uma espécie de novo pacto na mídia brasileira. Além, é claro, de aberturas mais democráticas no setor, afrouxando a corda que as grandes corporações de mídia teimam em manter no pescoço de todos. Quem é grande, tipo Rede Globo, domina e pronto.

     O governo federal, parte interessadíssima num desfecho satisfatório para esse imbróglio midiático, observa de longe. Provavelmente, preparando-se para lavar as mãos, como Pilatos, no momento em que os menores, a mídia alternativa – que não pode mais ser ignorada, nem subsistir apenas das migalhas do banquete publicitário estatal – der um rugido de independência. Compreendendo-se que vivemos no século 21 e os pequenos também pagam impostos, empregam gente e precisam sobreviver.

      No Amapá, o panorama da mídia permanece na xícara de café morno. Duas ou três empresas, há anos, dominam o mercado, secundadas por meia dúzia de agências publicitárias. O governo estadual e, aqui e ali, a prefeitura de Macapá, são os maiores clientes. Assim como, no velho processo do morde-e- assopra, é “papai” governo quem distribui a “farinha” e as oncinhas, quando chegam os dias incertos, após o 25 de cada mês.

       Se temos um futuro, creio que isso é caso a ser tratado no conjunto do problema central, ou seja, a busca de autêntica liberdade e de outros ares na mídia alternativa amapaense. Valorizando novas idéias e o que de melhor trouxer essa moçada que está chegando no terreiro. Hora dessas, volto a bater nisso.

Publicado por: bonfa | 08/12/2009

SANTO ANTONIO SAIU DO ARMÁRIO

           Essa é minha coluna PAUTA LIVRE, que também pode ser lida no Jornal dos Municípios, que circula amanhã. Na quinta-feira, 10, estará aqui o conteúdo da outra coluna, DIRETO AO ASSUNTO, no jornal Tribuna Amapaense. Não se afobem – e boa leitura. 

                               JOGO TUCANO 

      Não adianta: os governadores de Minas, Aécio Neves, e de São Paulo, José serra, já se entenderam. Os sites de notícias garantem que na sexta-feira, 11, o PSDB anunciará seu candidato à presidência da República. Aliás, Serra anda sorrindo de orelha a orelha. A última pesquisa CNT/Sensus, divulgada esta semana, atesta que ele subiu três pontos percentuais no ranking. A candidata de Lula da Silva, Dilma Rousseff (PT) e a senadora Marina Silva (PV), mais o bocudo do Ciro Gomes (PSB), ficaram embolados nos números. 

                                INFLUENCIA  AQUI 

     Qualquer resultado dessa candidatura tucana, irá mexer com as coisas políticas aqui no Amapá. Se o escolhido for José Serra, o deputado-presidente da Assembléia tucuju, Jorge Amanajás, voará a São Paulo, imediatamente. Para garantir o apoio de Serra, importante à essa altura do campeonato estadual. E não se admirem se o Amapá for o primeiro Estado a constar na agenda de campanha tucana. 

                               AVACALHOU GERAL 

    Esse senhor, José Roberto Arruda (DEM), governador do Distrito Federal, acaba de anarquizar com o que restava de sério na política brasileira. Aquela imagem dele, sentado, recebendo um maço de dinheiro, é o fim da picada. Por essas e outras, a juventude do país – e nós, adultos, também – andamos tão decepcionados com o tipo de políticos que temos. Uma gente que perdeu completamente o senso, o caráter, a vergonha na cara. 

                              VOANDO ALTO DEMAIS 

    Consta que a empresária Telma Gurgel (PRTB), para alguns íntimos, teria confessado seu desejo de governar o Estado. Até aí, nada de mais, nem de menos. Qualquer liderança, bem formada e situada no contexto político, pode ter esse tipo de aspiração. O problema é que ela não é muito conhecida, fora dos limites da Federação das Indústrias do Amapá. O voo seria muito alto. Recomendo-lhe uma candidatura estadual. Pitéu mais fácil de pegar. 

                              SEM MUITA PRESSA 

     O ex-deputado Lucas Barreto (PTB), por enquanto, está fazendo a coisa certa: nada de apressar o barco da candidatura ao governo do Estado. O cenário ainda não clareou. Ele tem o cacife daqueles quase 50 mil votos (para prefeito em 2008) e pode avaliar que rumo seguir. Aliás, nada contra Lucas conversar com o “ex isso e ex aquilo”, João Alberto Capiberibe (PSB). Em política, dizia o velho Ulysses Guimarães (PMDB), o negócio é ciscar pra dentro. 

                             CAUTELA COM O ANDOR 

     O atual secretário estadual da Educação, Adauto Bittencourt (PDT), precisa tomar suas precauções. Começaram a pipocar em cima dele uma penca de problemas com as escolas do interior do Estado. Pepinada que vai da falta de merenda à ausência de professores de determinadas disciplinas. Ele pretende sair candidato a deputado estadual. Aliás, se souber cercar-se de gente entendida nos meandros da política do Amapá, pode dar-se bem. 

                             ARRUMANDO AS GAVETAS 

     Podem até desmentir, fingindo que não é nada disso, mas a verdade é essa: o atual secretário de Planejamento e Gestão (Finanças) do Estado, Haroldo Vítor, já arrumou as gavetas. Deve deixar o cargo, antes de abril. E não será candidato a nada, a não ser tirar um tempo para ler, reciclar-se e descansar. A mais, se ele, de repente, assumir funções num ministério, em Brasília, para mim não será surpresa nenhuma.  

                              FICA ATÉ O FIM 

    Por falar em secretário, quem deve permanecer na cadeira de secretário estadual das Comunicações – se o governador Waldez Góes não sair candidato ao Senado – é o preclaro Marcelo Roza. Prócer da imprensa que tem resistido aos cantos de sereia e, pelo sim, pelo não, descarta arriscar seu nome numa convenção partidária, em 2010. Marcelo é inteligente, tem trânsito e diálogo fácil e daria um bom deputado federal. Quem sabe?

                              SANTO ANTONIO SAIU

       O Ibama nacional, finalmente, resolveu tirar do armário a licença de início de construção da hidrelétrica de Santo Antonio (rio Jari, no Amapá). O lago terá pouco menos que 60 Km. quadrados, o que não provocará muitos problemas ambientais. A usina não é das maiores, produzirá 300 megawatts, suficientes para abastecer uma cidade de 1,5 milhão de habitantes. Entretanto, quem se beneficiará logo, é aquela fábrica de celulose do grupo Orsa. Para trazer parte da energia até Macapá, por enquanto, não vi nenhum projeto. Nem político daqui tratando do assunto. Quando menos, para fazer demagogia.

            

 

 

Publicado por: bonfa | 03/12/2009

LIÇÕES DE GUERRA POLÍTICA

          SABEM DA MAIOR? ESSA GUERRA POLÍTICA – DISFARÇADA AO MÁXIMO, MAS ABERTA – ENTRE OS PARTIDÁRIOS DO GOVERNADOR WALDEZ GÓES (PDT) E DO DEPUTADO-PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA, JORGE AMANAJÁS (PSDB), NÃO VAI TERMINAR EM BOA COISA. FALTA DIÁLOGO, FALTA OXIGÊNIO NAS CONVERSAS. ELES NÃO SE ENTENDEM E NÓS, DO LADO DE CÁ DO BALCÃO, FICAMOS EM DÚVIDA: SERÁ QUE OS CANDIDATOS AO GOVERNO DO ESTADO, EM 2010, IRÃO HONRAR O NOSSO VOTO? VAMOS ANALISAR ESTA E OUTRAS QUESTÕES.

                                 RESUMOS DE QUINTA-FEIRA, 03/12

 

                              BRASIL EDUCAÇÃO 

   O país possui 49% de vagas ociosas no ensino superior. Isso atinge um universo de pelo menos 1,5 milhão de pessoas. Mas, o que se destaca é que 98% desse total está nas entidades privadas de educação, ou seja, nas chamadas universidades particulares. Sinalizando que houve expansão desordenada e sem critérios no setor. Agora, é correr atrás do prejuízo. Planejar com os pés no chão e diminuir as mentiras oficiais sobre a educação brasileira. 

                                  PARTE DA TRAGÉDIA 

    Isso nem parece mais novidade. Cerca de 17% dos brasileiros com mais de 15 anos, fumam. Por que iríamos estranhar isso, num país onde uma das maiores multinacionais da área tabaqueira, a Souza Cruz, há anos, financia campanhas políticas e dá dinheiro para administradores federais corruptos? A par com a violência – que também atinge em cheio a juventude (faixa etária entre os 16 a 29 anos), o vício do cigarro contribui para aumento das doenças pulmonares e a superlotação dos serviços de saúde em todo o Brasil. 

                                   BELO MONTE  

     A novela sobre a construção da hidrelétrica de Belo Monte (Rio Xingu, no Pará), teve outro capítulo, esta semana. Foram exonerados o diretor de licenciamento do Ibama nacional, Sebastião Custódio Pires e o coordenador de infraestrutura de energia elétrica, Leozildo Benjamim, este, amapaense, ex-superintendente dos Ibamas/AP, Ibama/MT e Ibama/RO. Detalhe exclusivo e em primeira mão: Leozildo Benjamim pode assumir a superintendência do Ibama/Amazonas.

     A usina, uma das maiores do hemisfério sul, vai gerar 11 mil megawatts de energia. Para se ter uma idéia, a usina mais próxima em tamanho, é a poderosa Itaipu, que gera 14 mil Mw. Os índios e essa turminha de sempre das ONGs. ambientalistas, não sabem o que fazer, para tumultuar o processo de licenciamento. O leilão estava marcado para 21 de dezembro, mas deve ser transferido para o ano próximo. Motivo: a tal “janela hidrológica” – período que antecede as chuvas na região amazônica, está perto demais. A decisão sobre a obra, conforme se espera, será rigorosamente política.

                                   HORA DAS FARPAS 

    A receita é sempre a mesma: final de ano que antecede eleições, faz surgir vários grupos em luta aberta pelo poder. Agora, temos aí o trêfego e ridículo Ciro Gomes (PSB), tentando aviar remédios gerais para os males políticos do Brasil. Ele passou a investir baterias contra o governador de São Paulo José Serra (PSDB) e, aqui e ali, lança outras farpinhas contra o governador de Minas, Aécio Neves (PSDB). A última de Ciro foi propagar na imprensa “amestrada” que Serra desistirá da candidatura à presidência da República, em 2010. Ciro é a nova pitonisa de plantão. Pobre país nas mãos de políticos desse naipe.

                                      E AGORA, TEMER? 

    Essa empresa construtora, Camargo Correa, de repente, resolveu abrir os arquivos e mostrar a papelada. Surgiu esta semana suposto documento onde há uma lista com 21 registros de contribuições financeiras ao deputado Michel Temer (PMDB/SP).  

    Uma bagatelazinha de US$ 345 mil. Coloque-se aí o câmbio do dólar a R$ 2,50 e teremos algo em torno de R$ 862 mil e quebrados. A lista inclui outros conhecidos próceres do parlamento, a maioria já com seus nomes em investigações da Polícia Federal.

Nada de mais, nem de menos. O problema é que Temer, é o presidente da Câmara dos deputados e mola-mestra do PMDB nacional. 

                                        GUERRA DECLARADA 

    O deputado-presidente da Assembléia, Jorge Amanajás (PSDB), pode jurar de pés juntos, quantas vezes quiser, mas não escapa de uma verdade: a guerra política está aberta entre seu grupo e o do governador Waldez Góes (PDT). O negócio é o seguinte: semana passada, foram derrubados nada menos que 9 vetos de Waldez a diversos projetos.

     Num dia, 4 e, no outro, mais 5. A queda de braço pelo governo prossegue, séria e preocupante. Pois não há diálogo respeitoso entre as partes. Aliás, dizem que Waldez tomou a paulada no fígado, respirou fundo, bebeu água e mandou trocar a caneta que usa. Vai esperar a chegada de outros projetos dos deputados. O clima azedou geral.

                                      PARA LER E ENTENDER 

    Não tenho procuração do governador Waldez Góes, para aconselhá-lo – nem pedi – mas ainda acho que ele tem algumas cartas que não deve arriscar logo. A questão sucessória ao governo do Estado, passa pelo possível acordo com seu vice, Pedro Paulo Dias (PP), outro que anda aí a ouvir cantos de sereias e serenatas de figurinhas mais que carimbadas da política amapaense. Pedro Paulo precisa tomar suas precauções. Há muito bandido da política amapaense querendo vê-lo pelas costas.

    Se fechar esse acordo, Waldez pode sair em abril e aproveitar o resto de popularidade que ainda tem, para eleger-se numa das duas vagas para o Senado. Contudo, se as coisas complicarem, Waldez não deve morder as iscas (provocações) que vão espalhar no seu caminho, igual casca de banana. A saída é terminar o mandato, canetar sem dó quem tiver de ser canetado, entregar a faixa a quem ganhar as eleições e ir tirar umas férias em Salinas.  O resto é rigorosa perfumaria.

                                       OUTRA PIZZA GRANDE 

    S. Exas. os deputados federais, aprovaram a relação dos membros da CPMI do MST. Serão 18 da Câmara e 18 do Senado. Gente que pretendia reunir hoje, quinta, 3, mas não tinha tomado decisão de instalar de uma vez por todas essa CPMI, até às 18h.

     Que pena!  Esses 36 parlamentares irem perder tempo, recursos dos contribuintes – além de torrarem mais a nossa combalida paciência – para nada. Isso tudo, conforme dizia o jornalista Bóris Casoy, vai acabar numa imensa pizza com recheio de marmelada.

     O Movimento dos Sem-Terra, utiliza métodos de guerrilha, invade propriedades produtivas e pratica um tipo de “assembleísmo” ideológico atrasado, corrupto e aproveitador da boa-fé da patuléia ignara do campo. A Justiça do país já deveria tê-los colocado no devido lugar.    

 

   

 

 

 

 

Publicado por: bonfa | 17/11/2009

NOVA COLUNA, POLÍTICA E CAVALO ENCILHADO

      SEM PODER AGUENTAR A TERRÍVEL PRESSÃO DESSES MEUS QUATRO OU CINCO LEITORES, RESOLVI ATUALIZAR O BLOG. ANTES QUE UM DELES ME PROCESSE NA JUSTIÇA LOCAL. NA VERDADE, ESSE MATERIAL FAZ PARTE DE MINHA NOVA COLUNA – PAUTA LIVRE - A SER PUBLICADA AMANHÃ, QUARTA-FEIRA, NO “JORNAL DOS MUNICÍPIOS”, PILOTADO PELO MEU DILETO E VELHO AMIGO ÂNGELO PIRES. 

 

                  PAUTA LIVRE

                Bonfim Salgado

         Bonfim@folha.com.br

         www.bonfa.wordpress.com

 

ESTRATÉGIAS

    No tabuleiro de xadrez, tornam-se difíceis os caminhos do governador Waldez Góes (PDT). Ora, as eleições 2010 estão chegando. Os partidos preparam suas fanfarras, os políticos a fatura. Todos querem preservar suas fatias no bolo da administração estadual. Pela possibilidade da saída de Waldez, abriram-se apostas entre quem deseja ver o vice-governador Pedro Paulo (PP) empunhando a caneta e o Diário Oficial. Outros, nem tanto, rezam para Waldez ficar quieto e terminar o mandato.

CAVALO ENCILHADO

    A questão é: há um baita alazão encilhado, escovado e bem nutrido à porta da residência oficial. Chama-se Vaga para o Senado. Se Waldez não montá-lo, mudará o cenário da eleição majoritária (presidente da República, governo e Senado). Assim como outras águas correrão na eleição proporcional (deputado federal e deputado estadual). Porque o PDT não está com essa coca-cola toda e precisará sentar à mesa, a fim de negociar os anéis – quem sabe os dedos? – consolidando-se como força política de primeiro time.

PRETENDENTES

    No páreo, de olhos grudados na cadeira principal do palácio Setentrião, temos aí o deputado-presidente da Assembléia, Jorge Amanajás (PSDB), o vice Pedro Paulo  e o ex-deputado Lucas Barreto (PTB). O ex-senador João Capiberibe (PSB), dizem  as pitonisas, prefere arriscar uma das duas vagas para o Senado. Mas ainda acho que ele, lá adiante, pode vestir outra camisa e aparecer no palco candidato a governador. Fator que acirrará os ânimos, obrigando os interessados no governo do Amapá, em bloco, a unir-se contra ele. Para ver se conseguem derrubá-lo de uma vez por todas. Briga de buldogues.

EMPRESARIADO

     A turma que administra o PIB amapaense, há décadas, tem perdido tempo precioso. Já deviam ter lançado um candidato ao governo do Estado. Para arejar os arraiais políticos, trazer novas idéias e abrir as janelas do Amapá, numa rota de determinação política, trabalho competente e verdadeiro desenvolvimento. Mas, nem tudo está perdido. O empresário Jaime Nunes (PSDC), de repente, acordou do sono soporífico em que o meteram no PMDB. Partido que sempre o deixou para trás, sem apostar nele uma ficha sequer. Agora, Jaime poderá respirar melhor e retomar seu projeto: pavimentar a estrada que – um dia – poderá levá-lo ao palácio mais importante da Rua General Rondon.

REMÉDIO PARA TUDO

    Há certo ar de “queimação”antecipada em torno do nome do secretário Alberto Góes. Basta ler o que determinados articulistas e colunistas vêm escrevendo sobre ele. Na ânsia de agradá-lo, colocam-lhe o nome como opção de tudo. Ora é ideal para o governo, ora é bom para deputado federal. A última previsão da rapaziada, é que ele seria excelente “cartada”até para o Senado. Isso se Waldez resolver tocar a banda até o final do mandato.

ÚLTIMOS NO BANQUETE

    Semana passada, precisamente na sexta-feira, 13, um grupo se jornalistas discutiu em Macapá a questão da classe – como sempre – não ter nenhum representante nos parlamentos federal, estadual ou municipal. Parece que jornalista não gosta de votar em colega de profissão. Continuamos preteridos no banquete político do Amapá. Sendo constatado que, até agora, ninguém ensaiou futura candidatura em 2010. Se há pretendentes, continuam escondidinhos debaixo das camas – e de boca fechada.   

CONFIANDO NA SHELL

    O preclaro senador Papaléo Paes (PSDB/AP), ainda confia que o grupo formado para eleger o prefeito Roberto Góes (PDT), continuará unido. Sei não, mas que já surgiram alguns resmungos de traição e ameaças de defecção, não resta a menor dúvida. Há punhais nas sombras, senador. Porque, há meses, as vaidades políticas subiram à cabeça de alguns. O tal acordo está valendo, garantem. Acreditando-se igualmente que haverá tsunamis por estes lados, até meados de abril/2010.

DESGASTE

    Nada contra, mas esse imbróglio envolvendo a prefeita Euricélia Cardoso e o agora ex-prefeito, Barbudo Sarrafe, em Laranjal do Jari, foi altamente desgastante para os dois. A primeira, pela exposição pública das entranhas de sua administração e a batelada de processos aos quais ainda responde nos tribunais superiores. O segundo, pela frustração de ser apeado do poder, quando já ensaiava um bom trabalho naquele município. Até 2012, haverá tempo suficiente para eles celebrarem um acordo político e fumarem o cachimbo da paz.

NA SEMEADURA

    Devagar, mas com determinação, quem semeia provável candidatura ao governo do Estado – em 2014 – é nada menos que o vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Gilberto Pinheiro. Aliás, pilotando evidente modéstia, ele desconversa esse assunto. Contudo, nota-se inusitada reunião de cabeças pensantes em torno dele. Na verdade, é um tucuju preparado e excelente opção política. Se resolver descer à arena dos leões e mostrar a sua mensagem. 

 

Publicado por: bonfa | 01/10/2009

RESUMOS DE QUINTA

         Na soturna caverna da política amapaense, a briga de foice pelo controle do governo – em 2010 – vai de vento em popa. Porque parece fato certo a saída do atual mandatário estadual, Waldez Góes (PDT), em meados de abril, a fim de candidatar-se a uma das duas vagas para o Senado. Se assim acontecer, o médico Pedro Paulo Dias (PP), assume a caneta e o Diário Oficial. Concorrendo ao governo na plenitude do poder.

 

CAFÉ DAS ESTRELAS 

    Quem quiser ficar literalmente por dentro das notícias e das coisas da política, recomendo o café da manhã do Macapá Hotel. Lá, um grupo seleto de jornalistas, empresários e políticos disseca os fatos do dia, comenta artigos dos jornais e, principalmente, procura atualizar as agendas.

     À cabeceira da mesa, o executivo-chefe da TV Bandeirantes do Amapá, Josiel Alcolumbre – entre um pedaço de melão e outro de queijo – vai habilmente dando o tom da orquestra. Ele é considerado um dos mais modernos empreendedores da TV local. 

BRIGALHADA PREMATURA 

     Conforme ocorre perto de ano político, os caciques partidários do Amapá – em conjunto e com bandeiras desfraldadas – acerta os ponteiros, antes das férias de final de ano. Todos ficam sabendo suas posições no jogo e, chegada a hora das decisões, tudo funciona mais ou menos harmonicamente.

      Porém, este ano, a briga de foice na soturna caverna da política amapaense, anda acesa. É quase favas contadas a saída do governador Waldez Góes (PDT), em meados de abril, para candidatar-se ao Senado da República. Mas, aqui reside o “Xis” da questão.

      Se ele sair – como se espera – assumirá a caneta e o Diário Oficial o médico e vice-governador Pedro Paulo Dias (PP), que poderá concorrer a governador do Estado, ainda na plenitude do cargo. Fantasma que ronda a cama dos dois mais notórios pretendentes ao governo, o deputado-presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Amanajás (PSDB) e o ex-deputado Lucas Barreto (PTB). Essa disputa eu vou assistir de camarote. Bebericando meu contreau, pois não sou de ferro. 

VAZOU GERAL NO ENEM 

     O ministério da Educação, ontem, anunciou o cancelamento da prova do Enem. Dizem eles, em Brasília e no âmbito da Polícia Federal, que o gabarito da prova vazou para fontes jornalísticas do jornal O Estado de São Paulo. Mas, o que é que não vaza nesse país de brincadeiras? 

POR QUE TANTA PRESSA? 

    Ora, até compreende-se que os suplentes de Vereador – 7.709, em todo o país – estejam ávidos para estrear os paletós e tomar posse das novas cadeiras. O STF, no entanto, já mandou trombetear que as regras passam a valer, a partir de 2012, isto é, na próxima eleição municipal.

    Os pretendentes chiaram. Querem, porque querem tomar posse. Em Goiás, a Justiça mandou cancelar uma cerimônia. No interior de São Paulo, alguns municípios também ensaiaram dar posse aos suplentes, mas voltaram atrás e ficaram quietos.

     Como a pressa sempre é a pior inimiga da perfeição, acho que eles devem aguardar. O tempo passa rápido. 

AS DUAS OPÇÕES DO LUIZ 

    O conhecido jornalista e homem de TV Luiz Trindade, segundo circulou ontem nos meus ouvidos, estaria pronto para assinar ficha de filiação no PDT, para onde recebeu convite de um figurão emplumado do atual governo. Todavia, como Luiz não costuma dormir de touca e tem o hábito de acordar cedo, outro grupo partidário – desta vez do PC do B – também quer vê-lo em suas fileiras. Detalhe para quem não sabe: Luiz Trindade pode ser uma das grandes novidades na próxima campanha política, candidatando-se a deputado estadual. Já tem meu voto e mais um “balaiozinho” de simpatizantes, que eu controlo no bico do lápis. 

AZEVEDO SURPRESO 

    Azevedo Costa, prócer do PMDB local, ontem, ficou surpreso com a manchete de um jornal de Macapá. Nela, estampava-se esse negócio das supostamente nebulosas operações financeiras da empresa Eco Metals, no Amapá.

     Creio que Azevedo já deveria estar acostumado com o enredo da peça mineral amapaense. Todas as vezes em que aproxima-se uma eleição geral, surge esse tipo de denúncias. O caso é que algumas pessoas daqui, apesar das histórias que se conhece sobre o setor mineral do Estado, insistem em querer fazer das multinacionais – tipo a Eco Metals – joguete de interesses inconfessáveis. Aliás, não creio que essa empresa se preste a esse papel, nem se submeta a chantagens de quarquer tipo. Se está aqui, é porque o projeto é bom e deve ser interessante – economicamente falando - para o Estado.  

 

Publicado por: bonfa | 11/09/2009

PREPARANDO OS CANHÕES

         PARECE QUE O VICE-GOVERNADOR DO ESTADO, PEDRO PAULO DIAS – DE REPENTE – ACORDOU. HOJE, O PARTIDO POPULAR ACOLHEU EM SUAS FILEIRAS O DEPUTADO ESTADUAL EDINHO DUARTE (EX-PMDB) FUI CONVIDADO PELO MEU PREZADO AMIGO BENEDITO DIAS PARA A CERIMÔNIA E ESTIVE NA SEDE DO PP, PELA MANHÃ, DANDO O AR DE MINHA GRAÇA. FUI BEM RECEBIDO E CONVENIENTEMENTE PAPARICADO.

 

                         A GUERRA VAI SER BOA

                         O Partido Popular, há anos, vem tentando abrir caminhos políticos no Estado - aliás, em pé de igualdade com outras legendas, tipo PDT, PMDB, PSDB e PTB – quer influir nas eleições de 2010. Eles precisam correr contra o tempo. A legenda ainda nâo tem um chapão forte. Porém, o panorama pode mudar nos próximos dias. Hoje, numa conversa de pé-de-ouvido, o ex-deputado federal Badú Picanço garantiu-me que assinará a ficha do PP. Sairá a estadual. Outro que deve, digamos, “pepetizar”, é o ex-deputado federal e atual secretário municipal de Meio Ambinte, Eraldo Trindade.

                        Se o PP continuar assim, de fato, a guerra de 2010 vai ser boa. Edinho Duarte, fale-se o que se quiser dele, é um candidato politicamente influente e com inegável respaldo eleitoral. Sua trajetória na Assembléia Legislativa, pelo menos nesses duas últimas legislaturas, tem sido a de um político engajado na busca de soluções aos problemas do Estado. No PP, decerto puxará votos e ajudará a subida desse partido ao lugar que, há tempos, merece no concerto político estadual.                   

Publicado por: bonfa | 10/09/2009

ARTIGO DE HOJE

 

                                  A SÍNDROME DALVA

                                            Bonfim Salgado

 

     Não faz tempo, num desses aniversários pela cidade, seleto grupo de advogados e pessoas da sociedade debatiam um tema interessante: a futura performance do vice-governador Pedro Paulo Dias, caso assuma o Estado. Notei que esse assunto – como poucos – divide instantaneamente as opiniões.

    O velho ditado diz que gato escaldado tem medo de água fria. Deve ser verdade. Quem não conhece o vice-governador senão através da imagem pública que exibe, pode a priori cometer um erro palmar: julgá-lo no mesmo nível político da ex-governadora e deputada federal Dalva Figueiredo (PT). Vice de João Alberto Capiberibe (PSB), madame Dalva assumiu a plenitude do governo do Estado, naquele prazo fatal de abril. Exatamente quase nas mesmas circunstâncias agora colocadas à frente de Pedro Paulo Dias, em se tratando da possível substituição de Waldez Góes.

    No geral, não poderíamos dizer que madame Dalva fez um bom governo nos oito, nove meses de posse da caneta do poder e do Diário Oficial. Seu erro fatal – opinião compartilhada por muitas cabeças da política amapaense – foi não fazer a seleta prévia e sine qua non de sua assessoria direta. Mais cedo do que seria de esperar, as vaidades de vários secretários vieram à tona – e Dalva Figueiredo, em que pese suas boas intenções àquela época, submergiu nas ondas dos desencontros administrativos. A campanha dela ao governo, apenas refletiu o quanto pode ser perniciosa a pressão político-partidária – no caso, vinda do PT – e o descaso de muitos com um programa de ação que, fossem outras as variantes, bem poderia ter dado certo.

     Importa considerar que o atual vice-governador, por algumas razões específicas, não deve ser comparado com sua “ex-colega” de cargo. Cada eleição é diferente em suas nuances. O cenário do Amapá de hoje, por extensão óbvia, é outro. A política, por sua vez, evoluiu pouco, mas evoluiu. Lideranças se consolidaram e outros nomes, expressivos e influentes, apareceram em cena. A exemplo do deputado-presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Amanajás (PSDB), candidato ao governo do Estado em 2010.

     Pedro Paulo Dias, quer me parecer, já está bastante crescidinho, para não prestar atenção no jogo cabotino da política do Amapá. Ele sabe que não deve hesitar e suas cartadas devem ser certeiras. Se necessário,  dar o troco àqueles que desejam vê-lo mal na secretaria estadual da Saúde. Setor problemático que ele tem demonstrado necessitar de novos padrões de organização e gestão.

     As grandes decisões que tomar – incluso o filtro de qualidade em sua assessoria – amaciarão o gramado para a partida de 2010. Sem esquecer a base eleitoral, o contato e acordos com lideranças da sociedade civil organizada. Se proceder assim, livra-se dos azarentos e Cassandras de plantão, aproveita o tempo de mandato temporário – e sai candidato ao governo do Estado, de cabeça erguida e empunhando um verdadeiro projeto para o Amapá do século 21.

Publicado por: bonfa | 09/09/2009

DILMA, DESTINO E JOGADAS

       PODE SER QUE VOCES NEM PRESTEM ATENÇÃO NOS FATOS. AFINAL, AS COISAS COSTUMAM MUDAR MUITO RÁPIDO DE APARÊNCIA NESSE BRASIL. PRINCIPALMENTE, NOS CONTRAFORTES DA POLÍTICA. MAS, ACESO QUE ESTÁ O DEBATE – PRECIPITADO A MEU VER – SOBRE A CANDIDATURA PRESIDENCIAL DA MINISTRA DILMA ROUSSEFF (CASA CIVIL), QUE FAZER? SÓ NOS RESTA ACOMPANHAR A BANDA. PARA QUE NOSSA ESCOLHA NAS URNAS, QUANDO MENOS, TENHA ALGUMA CONSISTÊNCIA.

 

                  CARTAS DO DESTINO

                  Nessas esquinas por aí, de vez em quando, deparamos com as ciganas. Quase fatalmente, elas portam suas cartas. Oferecendo-se para desvendar aspectos do nosso destino. A buena dicha (boa sorte) pode estar nos esperando, afinal. Contudo, no caso da ministra da Casa Civil, senhora Dilma Rousseff, nenhuma cigana passou no palácio do Planalto. Ela precisa cuidar-se, pois. E já veremos por que.

                 Ontem, saindo do caixão de formol onde hiberna, Orestes Quércia (PMDB), ex-governador de S. Paulo e ex-senador, abriu a boca e disse não haver acordo possível – para 2010 – com a candidata de Lula. Como sabe toda a gente, Quércia é uma espécie de Capi de Tutti Capi na política paulista, notadamente no PMDB. Fala o que quer, a hora que bem entende – e costuma ter platéia. É poderoso, rico, bem situado e, dizem lá, não costuma brincar em serviço.

                  Queira ou não, coitada, a senhora Rousseff terá de estudar seu destino, a partir de São Paulo. Se estiver mal nas pesquisas paulistas, os fados sempre aconselham o pretendente a ir procurar candidatura presidencial em outra freguesia ou em algum  planeta do sistema solar. Porque  sem São Paulo, ninguém vai a lugar nenhum na alta política nacional. José Serra que o diga.

                SEM OPÇÕES

                Na verdade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, descontados  seus arroubos ufanistas – para inlgês e francês ver – encontra-se numa daquelas situações extremas, literalmente no mato sem cachorro e, pior, sem bússola. Não tem opções de nomes para lançar na disputa presidencial. Oito anos de mandato, para chegar ao fim do governo numa situação dessas. Ou será que, no apagar das úiltimas luzinhas, ele irá pegar algum Zé Dirceu da vida e lançar no fogaréu? Se fizer isso, o homem tá perdido.

              Mercadante e Suplicy, ambos de S. Paulo e senadores, andam arrufados com o governo. Mercadante tentando salvar as aparências de liderança no PT, Suplicy, cuidando para que o senador José Sarney saiba que o furdunço dos escândalos no Senado não deve, nem pode ir para baixo do tapete, sem mais aquela.

               DELENDA VICE

                Se não me falha a memória histórica, era Cícero, grande tribuno senatorial na Roma Antiga, quem iniciava seus discursos com a frase famosa: “Delenda Cartago.” Cartago deve ser destruída. De lá a esta parte, qualquer estudante que se preze sabe muito bem o que aconteceu com Cartago e seus habitantes.

               No Amapá e em sua política, anda acontecendo algo semelhante. Há gente interessada em destruir o vice-governador. Se possível, inviabilizar, previamente, suas pretensões de candidatar-se ao governo do Estado. Ora, respeitemos as proporções históricas e situemos os fatos amapaenses em sua devida medida de importância. Ocorre que, havendo quase inevitável necessidade de afastamento legal do governador Waldez Góes (PDT), em abril de 2010, para concorrer a uma das duas vagas para o Senado, deve assumir o governo o seu vice, o médico Pedro Paulo Dias (PP). Aqui reside a primeira questão.

              No geral e, disseram-me, também no particular, os dois – Waldez e Pedro Paulo – dão-se bem. Participam de reuniões e de inaugurações de escolas, podem ser vistos sorrindo em cerimônias diversas e mantém. aparentemente, um bom clima de relacionamento administrativo. As respectivas assessorias, ante a proximidade da eventual saída de Waldez Góes, é que andam se bicando. É o início da luta pelo poder. A demarcação de limites de quem pode mandar no futuro governo. O pessoal palaciano de hoje, a falta do que fazer de melhor, promove solertes boicotes a Pedro Paulo, que absorve as punhaladas e vai tocando seu futuro projeto. Aqui reside a segunda questão.

              Lógico, a turma de oposição – João Alberto Capiberibe e Cia. Ltda, e outros menos cotados - pacientemente aguarda o desfecho de abril (prazo eleitoral) e mais pacientemente ainda, coleciona munição para os palanques e panfletos, relacionando as falhas administrativas e políticas do governante atual. “Waldez que se cuide” – dizem. E Pedro Paulo? Delenda vice? Eu também diria “Pedro Paulo que também se cuide.” Aqui reside a terceira questão. 

               RESUMO DOS FATOS

               Primeiro, as eleições de 2010 não serão um passeio para ninguém. As duas vagas para o Senado, pelo menos até agora, não estão asseguradas para nenhum dos postulantes, inclusive o governador Waldez Góes. Considerando a agravante de que Waldez não pode dar-se ao luxo de perder esse bonde, é fácil deduzir a fervura de bastidores que deve estar acontecendo no atual governo. Não há mais tempo útil para nenhum projeto de médio ou longo prazo. O governador tem lá o seu portfólio de realizações a mostrar nos palanques e no horário eleitoral da TV. Os secretários estaduais, a maioria sem expressão político-administrativa, até o momento, continua dormitando em suas cadeiras. É aconselhável começar a arrumar as gavetas. Quem se destacou de alguma forma (raros), muito que bem; quem não conseguiu superar mediocridade e incompetência, prepare-se para o fatal mergulho no implacável poço de esquecimento público. É a vida.  

             Segundo, as assessorias de Waldez e Pedro Paulo, logicamente infiltradas por um tipinho de gente que nada tem a perder – sai governo, entra governo – promove o cenário de fim de festa. Quem está nos cargos, vai tratando de “eliminar” os concorrentes e, por que não?, os adversários. Quem aprecia o jogo do poder de fora, torce os dedos e aposta na queda de A, B e C, independente se o fulano ou fulana encontra-se no palácio Setentrião ou fora dele. Waldez, precisa preocupar-se com seu esquema de campanha senatorial; Pedro Paulo, pode e deve, o mais rápido possível, estabelecer as linhas-mestras, a rota do seu projeto. Listando  quem entrará ou não na canoa com ele. 

              Terceiro, a chamada oposição não está tão articulada assim. Muita água política ainda vem por aí. Além do fato que João Capiberibe (PSB), de repente, pode querer entornar a tigela de mingau quente, ameaçando candidatura ao governo do Estado. Cargo executivo para o qual ele sabe não ter condições de empalmar, por enquanto. O que ele almeja é retornar ao Senado. O que planta armadilhas e cascas de banana políticas no caminho dos senadores Gilvam Borges (PMDB) e Papaléo Paes (PSDB), ambos postulando uma das vagas para o Senado.

               Quanto ao fogo cerrado que pretendem lançar sobre as possíveis mazelas da administração Waldez Góes, nada de novidade. Qual foi o governador que não passou nesse inferno astral? No mais, acredito que Waldez deva sair do cargo com suas costas protegidas, o que significa um bom acordo político com o seu sucessor, justamente o médico Pedro Paulo Dias. Se isso não ocorrer, paciência. As cortinas podem desabar no meio da comédia e o cenário político amapaense quedará bastante incerto e confuso.

               

 

     

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